COMPUTADOR
Rodrigo Dias
À frente de uma tela fria,
Que não mostra sentimentos,
Nem me faz companhia,
Passo com olhos vidrados todo momento;
Noites silenciosas e solitárias,
Longe do mundo, da vida, do real,
Vivo assim por horas diárias,
É como um vício que trago do mundo virtual;
Lutar contra mim mesmo,
Sem ter o que fazer,
Fico assim por tempos a esmo,
Não tenho o que escolher;
O frio que nos deixa ébrios,
Se pararmos para olhar,
Pode também nos deixar sóbrios,
Se bem o souber usar.
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