COMPUTADOR

Rodrigo Dias

 

À frente de uma tela fria,

Que não mostra sentimentos,

Nem me faz companhia,

Passo com olhos vidrados todo momento;

 

Noites silenciosas e solitárias,

Longe do mundo, da vida, do real,

Vivo assim por horas diárias,

É como um vício que trago do mundo virtual;

 

Lutar contra mim mesmo,

Sem ter o que fazer,

Fico assim por tempos a esmo,

Não tenho o que escolher;

 

O frio que nos deixa ébrios,

Se pararmos para olhar,

Pode também nos deixar sóbrios,

Se bem o souber usar.

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BRASIL, Nordeste, VITORIA DA CONQUISTA, Homem, de 20 a 25 anos